Limbo

Estou com medo.
A angustia toma conta de mim e me deixa em desespero.
Falta uma semana.
Não consegui ser produtiva.
O medo não me deixou me mover.
Ele estava acompanhado das suas grandes amigas
Angustia e pressão.
A depressão veio junto, escondida, se esgueirando pelos pontos cegos.
Acho que ela também é amiga do medo.
Oi pânico, te vi outro dia, não precisava te ver tão cedo.
Será que as lágrimas expulsam vocês de mim?
Respira fundo.
Sua vida não vai acabar.
Eles não vão te odiar, apenas vão se decepcionar.
Mas você ainda tem chances, ainda tem portas que abrirão.
O medo está me abraçando, junto com os seus amigos.
Não consigo me soltar.
Não posso me deixar me perder no limbo da mente de novo.
Pois é quando consigo fugir deles.
Mas ao ir para o limbo, eu não vivo.
Não me movo.
Acho que eu descobri.
É para lá que eles vivem querendo me levar.
No limbo me sinto segura.
Mas é uma falsa segurança, descubro agora.
Me impede de viver, de ver a luz.
Meu peito está cheio deles.
Medo, angustia, tristeza, pressão, pânico e eu não sei como fugir.
Eu não quero ir para o limbo, me ajuda?!
Estou fugindo, escapando, escorregando pelos meus próprios dedos...
Indo embora e voltando para o único lugar que me acolhe.
Meu limbo, meu lar, minha segurança...
Minha perdição.

Por Estephanie A. Guimarães.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Frustração de um coração

Entre eu e ela

Machucadas Lembranças